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por Dina Martins, em 18.01.20

Nova Era

Uma nova era chegou. É tempo de mudança, de grandes mudanças. O Universo incentiva-nos a quebrar padrões, a olhar para dentro e tomar consciência. Consciência do quê? Perguntarão alguns. Consciência do nosso propósito nesta vida. Porquê e para quê viemos aqui, mais uma vez, a este planeta? Estaremos aqui, meros seres humanos, apenas para amealhar bens materiais? Penso que o nosso propósito vai muito para além disso. 

Nascemos dotados de grandes capacidades, mas ao longo da nossa vida vamo-nos fechando, reprimindo, autocriticando; acumulamos medos, inseguranças, ressentimentos, que nos limitam, que nos acorrentam numa realidade cinzenta, densa.

É tempo de mudar, de quebrar correntes, de vencer nossos medos, criar coragem e abrir os nossos corações; reconectarmo-nos com o nosso Eu superior e crescermos finalmente, sem culpas, sem julgamentos, em sintonia com o nosso espírito, com a fonte, com a mãe Terra. Tornarmo-nos seres de paz (mas não passivos), seres de amor, de verdade, doa a quem doer, custe o que custar. Por vezes é necessário a dor para crescer, coragem, consciência para curar essa dor e seguir caminho, o nosso caminho individual, aquele a que nos propusemos enquanto seres espirituais que somos.

É urgente esta mudança; o Universo não espera, não pode esperar mais. Chegou a hora. É aqui, é agora.

Paremos de criticar, de nos queixarmos da vida, de culparmos o outro, quando a responsabilidade é exclusivamente nossa. Colhemos o que semeámos.

Proponho-vos um desafio: o de olhar para dentro, para o nosso ser interior; verificar o que precisa ser trabalhado, o que precisa ser mudado para um novo registo, mais leve, mais puro; e mudar, simplesmente agir em mudança. Se for necessária ajuda, então procuremos ajuda; mas atenção, não fiquemos dependentes da ajuda do outro. O outro pode-nos ajudar a tomar consciência, a dar o primeiro passo, mas o caminho é nosso, as ferramentas de cura são nossas, o poder de mudança está em nós; é só nos predispormos a isso. Aceitas o desafio?

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publicado às 14:48


por Dina Martins, em 22.09.19

Alegria

O dicionário define alegria como contentamento, satisfação, boa disposição, felicidade.

Onde vamos nós buscar a alegria tão essencial ao nosso bem-estar? Quando estamos felizes tudo é mais leve, fácil, fluído. De onde vem esse sentimento que nos nutre, ilumina nossos rostos, enche-nos de paz e harmonia? A bens materiais ou acontecimentos do exterior? Será? Será que só nos sentimos felizes se nossas ambições se concretizarem? Então porque é que depois de tudo acontecer como tínhamos previsto, passado pouco tempo, a euforia passa, a boa disposição desaparece? E lá voltamos nós ao mesmo registo de sempre, na busca incansável pela felicidade.

Se assim fosse, atingir a verdadeira felicidade seria utópico. Embora muitos de nós estejamos formatados para esta falsa verdade e, dado a isso, nunca consigamos sentir contentamento, satisfação, pelo menos por muito tempo, a verdadeira alegria, a real felicidade, consistente e duradoura, vem de dentro de cada um de nós, quando nos tornamos conscientes.

A felicidade está ao alcance de todos, basta virarmos as antenas para nós mesmos, para o nosso autoconhecimento, sem preguiça, sem desculpas, sem resistência, em franca aceitação. Basta que estejamos dispostos a embarcar numa longa viagem ao interior de nós próprios, na descoberta do verdadeiro ser de luz que há em cada ser humano. E, quando finalmente conseguimos atingir este estado de consciência, com trabalho, muito e árduo trabalho interior, aí tudo é mais fácil, tudo flui sem esforço e a felicidade brota, como olho de água subterrânea, que depois de percorrer um logo caminho, no interior da Terra, ressurge à superfície para nutrir aqueles que dela necessitam; a fonte duradoura de alegria.

É comigo mesma, explorando a extensa floresta das emoções escondidas, que reencontro, todos os dias, a alegria pura e duradoura, de dentro para fora, em constante gratidão para com a maior dádiva que todos recebemos, a dádiva da vida.

Então, questionam vocês, "nunca te sentes triste?!"

Claro que sim. O meu ego, tal como todos os outros, necessita de chamar a atenção, de dar nas vistas e dizer que está cá, criança carente que necessita de amor, segurança, conforto.

"Quando isso acontece a felicidade deixa de existir? O que fazes?"

O meu ego sou eu, faz parte de mim. Mascaro uma parte de mim? Finjo que não existe? Claro que não! Quando me sinto triste sei que é temporário, sei o que tenho de fazer. Acolho e aceito o meu ego, amo-o de coração e envolvo-o nos meus braços. Digo-lhe que nunca estará só nem desprotegido, faço-o sentir-se seguro. Choro a sua tristeza e seco-lhe as lágrimas. Aos poucos, vinda do interior do meu ser, a alegria regressa e ilumina a criança que eu acolho, desde que nasci e que a escolhi para me acompanhar nesta longa caminhada, a que chamamos viver.

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publicado às 17:36