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por Dina Martins, em 07.06.20

Gratidão

A primeira semana de junho… para a maioria, foi só mais uma semana; um dia igual ao outro, as notícias da situação do COVID-19, o trabalho que já cansa... e pouco mais. Para mim foi a semana em que dei os primeiros passos deste novo ciclo, ainda muito pequeninos, mas coloquei em ação saberes que adquiri. Venci medos, inseguranças e confiei, acreditei em mim; mais do que isso, acreditei ser capaz de trilhar este novo caminho que se mostra à minha frente, radioso, repleto de aventuras, mas também cheio de novos desafios completamente desconhecidos.

Hoje ultrapassei o meu primeiro desafio, deixei fluir, pedi ajuda ao Universo e recebi deste tudo o que mereço. A sensação de dever cumprido, de tudo estar no sítio certo, em harmonia com o que é para mim, é fantástica! E, se tinha dúvidas em relação a seguir este caminho, estas dissiparam-se hoje, tornando o percurso mais claro, sem nevoeiro.

Hoje sinto-me mais segura das minhas escolhas, do trajeto a seguir, sem pressas, vaidade ou ambições; apenas deixando fluir e aproveitando as oportunidades que a vida coloque no meu caminho.

Hoje cresci mais um pouco, amadureci, entrei em ação. A sensação de gratidão é imensa e preenche-me de um modo tal, que não tenho palavras para a descrever. Quero sim deixar o agradecimento de coração a quem me permitiu dar o primeiro passo desta minha nova caminhada. Espero sinceramente ter contribuído ou vir a contribuir para o seu crescimento pessoal e abertura de consciência. Para mim marcou a diferença entre um estado de: “não sei se é bem isto que eu quero…”, para a consciência de: “é assim que eu vou conseguir ajudar-me… ajudando os outros.”

Assim iniciei este mês de junho, com uma semana bastante atribulada, cheia de novidades, algumas desagradáveis, mas com Consciência, Confiança, Fé e Gratidão.

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publicado às 15:50


por Dina Martins, em 28.05.20

Criança Interior

Durante algumas horas, numa tarde quente de maio, voltei a ser criança. Brinquei, pulei, corri, dancei, livre, despreocupada, com outras crianças que ali estavam, com o mesmo propósito, viver.

A inocência dos nossos gestos, das nossas brincadeiras, encheu o meu coração de luz; alegria imensa que se propagou por todo o meu corpo e me fez rir, dançar e saltar.

Olhar para as outras crianças e vê-las igualmente em luz, felizes, deixou-me ainda mais repleta daquela imensa alegria que, naquela tarde de maio, transbordava por todos os poros da minha pele.

A música acalmou, tornou-se mais lenta, sentimental e nós, crianças em luz, ficámos, simplesmente ficámos, no olhar um do outro, num agradecimento mútuo por estarmos ali, presentes, no aqui e no agora, tão só e simplesmente a olhar, a contemplar a beleza, nos olhos do outro. No meu ser ainda reside a letra daquela música: "Alma, deixa eu ver sua alma, o Universo da alma..." Foi realmente um encontro de almas, livres, leves, inocentes, repletas de amor para dar e receber.

De coração cheio fiquei... senti acarinhada a minha criança interior e dei graças por tê-la ouvido chamar por mim, por tê-la mimado sem vergonha ou preconceito, sem escondê-la dos outros; muito pelo contrário, coloquei-a à vista de todos e gritei do interior do meu ser: "Vejam-me! Aqui estou eu, no melhor de mim; esta é quem eu sou, sem subterfúgios, sem medos, sem máscaras ou personagens. Esta criança sou eu, o verdadeiro eu." E é tão maravilhoso voltar a ser eu novamente! É um regresso a casa, à minha verdadeira e única casa, que mora dentro de mim.

No final da tarde foi o momento de me despedir das outras crianças e seguir o meu caminho. Se chorei?! Chorei certamente, tal como todas as crianças choram quando se despedem; mas naquele final de tarde, chorei de alegria, de emoção e gratidão, aos outros e a mim mesma, por me ter permitido à experiência, por me ter permitido crescer, sem, no entanto, ofuscar a minha criança interior.

Quero libertá-la mais vezes; fico expectante, a aguardar a próxima oportunidade, de brincar com outras crianças, desta forma genuína e plena de verdade, em amor.

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publicado às 14:55


por Dina Martins, em 28.05.20

Recomeço

Ontem terminei mais uma etapa do meu caminho; fechou-se um ciclo. Ultrapassei medos, desafiei limites, escalei mais uma parte da montanha da vida.

Hoje é um novo começo, tantas oportunidades me são mostradas, outros caminhos possíveis ou a continuação do mesmo, mais consciente, segura. Novos desafios, certamente; novas dificuldades, também. Portas abertas para um novo mundo à minha espera.

Ontem dancei, pulei, dei e recebi, sem intenção alguma, sem motivo aparente, sem preocupação, apenas a celebrar a vida, apenas a experienciar o momento.

Hoje fico, apenas fico, quieta, tão só e unicamente a apreciar tudo o que já percorri, as sementes que plantei, os frutos que recolhi. Hoje é dia de ficar... em paz, em harmonia com o Universo, só a desfrutar desta parte da minha longa e turbulenta caminhada.

Agradeço àqueles que me acompanharam durante esta etapa, aos que me guiaram, aos que caminharam ao meu lado, aos que ouviram os meus desabafos nos momentos de cansaço e desespero. Moram todos no meu coração.

Hoje simplesmente fico, observo, faço o balanço, em amor e gratidão; reunindo forças para começar uma nova etapa que se aproxima; em busca de crescimento, de saber e de consciência. 

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publicado às 13:55


por Dina Martins, em 02.02.20

Desapego

Sempre que me quiseres ver, eu estarei lá. 

Sempre que gritares por ajuda, eu irei em teu auxílio. 

Sempre que precisares que te desaponte, eu falharei. 

Sempre que chamares a solidão, deixar-te-ei só. 

Companheiros de viagem, em vidas e vidas a fio. Tantos personagens desempenhámos. Tanto que aprendemos juntos. Já fomos filhos, irmãos, pais, amigos, cúmplices, adversários, inimigos; sempre juntos, sempre seguindo caminhos paralelos. Mas hoje, neste preciso momento, aconteceu algo diferente no curso das nossas vidas. Nossos caminhos divergiram; saldámos as nossas dívidas, curámos as nossas feridas e fechámos o ciclo. Finalmente quebrámos o padrão; nossas vidas não mais se cruzarão. Estamos livres para seguir o propósito das nossas almas. Liberto-te e liberto-me. Não dependemos mais um do outro.

Segue o teu caminho, em luz, em amor, em verdade; segue a tua intuição, deixa-te ir, sem medo, simplesmente vai, só por ir. Eu estarei sempre contigo, mesmo que não fisicamente, desejando que te encontres, que te descubras. Desejo-te o melhor que a vida te pode dar.

Agora seguirei só, sem o teu apoio, sem esse apego que precisei durante tantas vidas que vivemos. Seguirei em verdade, para contigo e para comigo. Seguirei sem olhar para trás, sem arrependimento por te ter deixado ir. Sei que só assim poderei crescer, poderei alcançar o meu propósito, por muito que agora doa esta separação. Não temos mais nada em comum, a não ser o nosso passado. E se um dia nos reencontrarmos, se nossos caminhos se voltarem a cruzar, é porque assim é suposto; é porque já estamos curados e o universo nos brindará com a alegria deste reencontro. 

Agradeço por tudo o que aprendi contigo, por tudo o que te ensinei. Afinal fomos sempre mestres um do outro, mesmo quando pensámos que éramos inimigos, mesmo quando nos magoámos mutuamente. Fez tudo parte de um propósito maior, muito mais amplo do que aquilo que o nosso corpo físico consegue percecionar. Ser-te-ei eternamente grata e amar-te-ei compassiva e incondicionalmente para todo o sempre. Adeus minha alma companheira de viagem. Até um dia. 

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publicado às 14:17


por Dina Martins, em 30.09.19

O caminho

Caminhando descontraidamente pelo parque, Marta observava a beleza da paisagem envolvente.  Focava-se especialmente nos sons do entardecer; o barulho dos seus passos ao pisar a "terra batida", a diversidade de "cantares " das aves que esvoaçavam de pinheiro em pinheiro, a leve brisa que fazia movimentar as folhas e ramos de alguns arbustos. Para ela, tudo aquilo soava ao mais belo concerto tocado pela mãe natureza. Mais tarde, chegou à zona de sapal e parou por breves minutos. O cheiro familiar da maresia encheu a sua mente de memórias, da infância, adolescência e até da jovem adulta que foi. Mais uma vez, focou-se na variedade de sons, juntou o som da água que esvaziava nos regatos e apreciou os ainda quentes raios de sol do fim de tarde. Ali sentia-se em casa; naquele parque Marta sentia-se segura, preenchida por uma paz indescritível. Era como se estivesse em conexão perfeita com o universo, sem interferências.  O seu verdadeiro ser manifestava-se a cada passo que dava, com um sentimento incrível de felicidade. Naquele momento não tinha dúvidas de quem era, de qual o seu propósito neste planeta. Sabia exatamente tudo o que precisava saber, que caminho percorrer, o que precisava libertar para conseguir caminhar mais rápido. 

O sol estava já a esconder-se; era hora de regressar à realidade do mundo lá fora, cheio de desafios, bifurcações, decisões que mais tarde ou mais cedo teria de tomar.  Contudo, sabia que poderia voltar àquele mundo encantado sempre que precisasse. Todos os seres mágicos que viviam naquele pinhal estariam lá para a guiar, para a acolher e Marta, nesse dia, saiu daquele parque de coração cheio, de paz, amor, alegria, gratidão por mais um dia... de experiências, aprendizagens, de vida, neste planeta magnífico que nos acolhe sem nada exigir, que nos nutre e abriga; a nossa casa temporária chamada Terra.

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publicado às 16:33